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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Orquestra afinada

por Rita de Oliveira
Como não poderia ser diferente, há um consenso entre os aliados do ex-governador João Alves Filho (DEM) de que ele deve ser o candidato a governador da oposição por ter maior densidade eleitoral e, consequentemente, mais chance de ganhar o pleito do governador Marcelo Déda (PT). É assim que pensam os deputados federais José Carlos Machado (DEM) e Mendonça Prado (DEM) e o líder da oposição na Assembléia Legislativa, deputado estadual Venâncio Fonseca (PP).Os três parlamentares até chegam a dizer que o ex-secretário Nilson Lima (Fazenda), recém filiado ao PPS, pode ser o candidato a governador da oposição em 2010, desde que as pesquisas mostrem sua força. Dizem isso para serem simpáticos a Nilson e garantir o seu apoio ao candidato do DEM na possibilidade de um segundo turno, pois sabem que dificilmente Nilson passaria João Alves na intenção de votos pela grande liderança que é o democrata, que, inclusive, já foi três vezes governador do Estado.Essa afinação de Machado, Venâncio e Mendonça em torno do nome de João Alves é uma demonstração de que o ex-governador deve mesmo disputar o governo do Estado e não o Senado no ano que vem. O próprio governador Marcelo Déda já sabe disso, uma vez que declarou à imprensa, na sexta-feira passada, que está convencido de que se concorrer à reeleição será com João Alves.Déda chegou a ressaltar que ninguém tira isso da sua cabeça e que está preparado para o enfrentamento com João Alves. Já o ex-governador está se preparando para o enfrentamento com Déda, que se consolidou como uma das maiores lideranças políticas do Estado e é um grande orador. Esteve, inclusive, na Espanha, participando de curso de oratória e marketing político patrocinado pelo Diretório Nacional do DEM para oito pré-candidatos ao governo do partido em 2010 com chances de vitória.Pelo andar da carruagem, Nilson Lima deve deixar de sonhar em ser candidato único da oposição ou até mesmo contar em seu palanque com o DEM, tendo João Alves e Albano Franco como candidatos ao Senado.Ele também deve se preparar para a possibilidade de não contar, sequer, com os nove partidos que estão apoiando hoje sua candidatura ao governo. Os nanicos podem ser “picados” pela mosca azul até as convenções. Alguém dúvida?


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